Dra. Fernanda Telles – Oncologia Clínica, Praia de Botafogo, Rio de Janeiro – RJ


Oncologista Oncologia Cancer

Escolher um Médico Oncologista Clínico para você pode ser uma das decisões mais importantes da sua vida.

Receber um diagnóstico de câncer costuma trazer uma sensação difícil de descrever.

De repente, surgem exames, laudos, opiniões diferentes, pesquisas na internet e decisões que parecem urgentes.

É justamente nesse momento que muitas pessoas fazem uma pergunta importante:

Como escolher um oncologista?

Algumas procuram pelo “melhor oncologista”.

Outras buscam indicações de amigos, familiares ou outros médicos.


Qual é a médica que pode ajudar?

Sou Fernanda Telles, médica oncologista clínica, com formação pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) e atuação há quase 10 anos em um dos maiores centros oncológicos da América Latina.

Além da Oncologia Geral e as doenças mais comuns como câncer de mama e próstata, ao longo da minha trajetória, tive a oportunidade de trabalhar por muitos anos ao lado de um dos maiores especialistas do mundo em câncer de pulmão, experiência que marcou profundamente minha formação técnica e minha forma de pensar a oncologia — sempre com rigor científico, mas sem perder a dimensão humana do cuidado.

Além da oncologia torácica e cabeça e pescoço, possuo vasta experiência em oncologia gastrointestinal, acompanhando pacientes com câncer gástrico, colorretal, hepático, vias biliares e pancreático em diferentes fases da doença, desde o diagnóstico inicial até cenários mais complexos.

Uma das lições mais importantes que aprendi é que o tratamento começa muito antes da primeira medicação.

Frequentemente recebo pacientes que chegam ao consultório após exames repetidos, investigações mal direcionadas ou dúvidas importantes que poderiam ter sido esclarecidas mais cedo.

Em muitos casos, o que falta não é mais informação.

É direção.

Meu papel é ajudar cada paciente a compreender sua situação, organizar as decisões necessárias e construir um caminho claro e individualizado para o tratamento.



O que realmente muda quando você escolhe um oncologista?

Quando alguém recebe um diagnóstico de câncer, é comum imaginar que todos os oncologistas irão propor exatamente o mesmo tratamento.

Na prática, a realidade é mais complexa.

A medicina moderna oferece diferentes possibilidades terapêuticas para muitas doenças.

Existem situações em que mais de uma estratégia pode ser adequada.

Existem exames que podem ser necessários para refinar o diagnóstico.

Existem biomarcadores que podem mudar completamente o tratamento.

E existem decisões que precisam ser tomadas considerando não apenas a doença, mas também os objetivos, os valores e a realidade de cada paciente.

Por isso, escolher um oncologista não significa apenas escolher quem irá prescrever uma medicação.

Significa escolher quem ajudará a interpretar todas essas informações e transformá-las em decisões práticas.

Em muitos momentos, o papel do oncologista é justamente organizar o caminho.


Como saber se um oncologista inspira confiança?

A confiança não nasce de uma única consulta.

Mas alguns sinais costumam ajudar nessa avaliação.

Um bom oncologista deve ser capaz de explicar situações complexas de forma clara.

Deve estar disposto a responder perguntas.

Deve discutir benefícios e limitações de cada estratégia.

E deve respeitar o tempo necessário para que decisões importantes sejam tomadas.

Durante a consulta, vale observar:

  • As explicações foram claras?
  • Houve espaço para perguntas?
  • As dúvidas foram respondidas com atenção?
  • O plano proposto fez sentido para você?
  • Você saiu entendendo os próximos passos?

A confiança não depende apenas do conhecimento técnico.

Ela também depende da qualidade da comunicação.

Quando o paciente compreende o que está acontecendo, costuma se sentir mais seguro para enfrentar as etapas seguintes.



Como os pacientes se sentem após serem atendidos?

Ao pesquisar um médico, muitas pessoas observam formação acadêmica, currículo e experiência profissional.

Esses fatores são importantes.

Mas existe uma outra fonte de informação que também pode ajudar: a experiência de outros pacientes.

Ao ler avaliações e depoimentos, procure ir além das notas e estrelas.

Observe o que as pessoas relatam sobre a experiência do cuidado.

Elas sentiram que foram ouvidas?

Compreenderam melhor o diagnóstico?

Sentiram segurança durante decisões difíceis?

Perceberam disponibilidade e acolhimento da equipe?

Naturalmente, nenhuma avaliação isolada deve determinar uma decisão.

Mas quando diferentes pacientes relatam experiências semelhantes ao longo do tempo, isso pode ajudar a entender como aquele profissional conduz seu trabalho.

Mais do que procurar elogios, vale a pena prestar atenção aos relatos que descrevem a experiência vivida durante o tratamento.




Vale a pena procurar uma segunda opinião?

Na maioria das vezes, sim.

Especialmente quando o diagnóstico é recente ou quando existem diferentes possibilidades de tratamento.

Buscar uma segunda opinião não significa desconfiar do primeiro médico.

Significa reunir mais informações para tomar uma decisão importante.

Em muitos casos, a segunda opinião confirma exatamente a conduta inicialmente proposta.

Em outros, pode trazer perspectivas complementares que ajudam a esclarecer dúvidas ou avaliar alternativas.

A oncologia moderna tornou-se cada vez mais personalizada.

Por isso, discutir um caso com outro especialista pode ser uma ferramenta valiosa para o paciente e sua família.


O que perguntar na primeira consulta com o oncologista?

A primeira consulta costuma concentrar uma grande quantidade de informações.

Por isso, é normal esquecer perguntas importantes.

Sempre que possível, anote suas dúvidas antes da consulta.

Algumas perguntas que costumam ajudar são:

  • Qual é exatamente o meu diagnóstico?
  • O câncer tem cura?
  • Preciso realizar exames adicionais?
  • Existem biomarcadores importantes para o meu caso?
  • Quais são as opções de tratamento?
  • Qual é o objetivo do tratamento?
  • Existe benefício em procurar uma segunda opinião?
  • Quais serão os próximos passos?

Entender essas respostas ajuda o paciente a participar de forma mais ativa das decisões relacionadas ao tratamento.




Posso trocar de oncologista durante o tratamento?

Sim.

O paciente tem o direito de buscar uma segunda opinião ou mudar de médico sempre que considerar necessário.

Em algumas situações, isso acontece porque surgiram dúvidas importantes.

Em outras, porque o paciente deseja uma nova avaliação ou procura uma forma diferente de acompanhamento.

O tratamento do câncer frequentemente se estende por meses ou anos.

Por isso, sentir confiança na equipe que conduz o cuidado é um aspecto importante da relação médico-paciente.

Trocar de oncologista não deve ser encarado como um fracasso.

Em alguns momentos, pode simplesmente representar a busca por um acompanhamento mais alinhado às necessidades daquele paciente.


O que realmente importa ao escolher um oncologista?

Em algum momento, a maior parte dos pacientes percebe que não está apenas escolhendo um especialista em câncer.

Está escolhendo alguém que participará de algumas das decisões mais importantes da sua vida.

Formação, experiência e atualização científica são fundamentais.

Mas também importam a confiança, a comunicação, a disponibilidade para esclarecer dúvidas e a capacidade de construir um plano individualizado.

A melhor escolha costuma ser aquela que combina competência técnica com uma relação de confiança genuína.

Porque o tratamento do câncer envolve muito mais do que medicamentos e exames.

Ele envolve pessoas.


Uma mensagem final

Escolher um oncologista é uma decisão pessoal.

Não existe uma fórmula perfeita.

Mas existe a possibilidade de buscar informações, esclarecer dúvidas e encontrar um profissional com quem você se sinta seguro para construir esse caminho.

A medicina moderna oferece cada vez mais recursos para o diagnóstico e tratamento do câncer.

Mas algumas coisas continuam essenciais.

Clareza.

Confiança.

Presença.

E a certeza de que você não precisa enfrentar tudo isso sozinho.



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O oncologista tem uma equipe para acompanhar o tratamento?

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